domingo, 22 de novembro de 2009

Tirinha



Fonte: http://4.bp.blogspot.com/_QJPTBnwIa3o/St46tSRyGVI/AAAAAAAAEyw/ZoW6a23X1PU/Mutum+101.jpg

GDF lança cartilha contra pichadores que causa polêmicas

O Governo do Distrito Federal lançou uma cartilha contra pichadores. Esse material criou uma confusão e é alvo de preconceitos. O material não repercutiu bem entre os grafiteiros. “É pejorativo, com toda certeza”, sentencia Rivanilson da Silva Alves, o Rivas, 38 anos, que grafita há duas décadas em Brasília. “Essa cartilha tem muitas coisas equivocadas. A recomendação para que os pais se preocupem com as mãos sujas pelo spray, por exemplo, pode inibir o desenvolvimento de futuros grafiteiros”, argumenta.

Na cartilha há vários meios para que os pais possam identificar se seus filhos estão praticando a pichação. Dentre eles estão:

Estilo de Músicas
O estilo de música hip-hop é o que os pichadores mais gostam de ouvir. Confira os CDs que seu filho ouve.

Sinal Amarelo e Vermelho
Amarelo as notas escolares andam baixas. Vermelho se há latas de spray escondidas nos armários e garagens. Principalmente os bicos de spray, que são guardados como relíquias e lembranças dos locais que foram pichados. Os bicos também são modificados para jatos finos e grossos, conforme o estilo de pichação.

Diferença em Pichador e Grafiteiro
Muitos grupos de pichadores se consideram grafiteiros. Aqui em Brasília temos alguns exemplos: o GSJ - GDF - ENG, etc. O problema é que muitas vezes essa expressão artística é utilizada para esconder grupos de pichadores, denegrindo os verdadeiros grafiteiros. Há grandes artistas na cidade. Por isso é necessário saber onde seu filho esta desenvolvendo sua arte.

Impor Limite é Dever dos Pais
Em alguns quartos, onde houve mandados de busca e apreensão, constatamos: portas de armários pichadas, placas de trânsito e até na parede. O seu filho pode alegar que tem direito à privacidade, isto é normal entre os adolescentes, mas desde que não seja para esconder produtos de furto. Portanto, fiquem atentos. Privacidade pode ser um direito do seu filho, mas impor limites é
dever dos pais


Multas por destruição do Patrimônio

Última dica importante, se o seu filho menor de idade se envolver em pichação, você pode até não ser responsabilizado penalmente, mas poderá ser poderá sofrer uma multa pecuniária que varia entre R$ 1.000,00 e R$ 50.000,00. Cuidado se o delito ocorrerem em patrimônio tombado. Nesses casos, conforme a lei, a multa será em dobro. Brasília é Patrimônio Histórico e Artístico.


Para mais informações, acesse o site: http://www.ssp.df.gov.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=5220

Fonte: http://jovem.ig.com.br/street/noticias/2008/10/07/pichacao_e_grafite_arte_ou_crime_aos_olhos_do_governo_1981774.html

Programa Picasso não Pichava


O Programa Picasso Não Pichava foi criado em 1999 e já atendeu 20 mil alunos em suas unidades e em palestras realizadas em diversas instituições do Distrito Federal, como escolas públicas e particulares, shoppings, Ministério Público, entre outros.

O objetivo geral do projeto é diminuir a criminalidade entre jovens envolvidos com gangues e delinqüência juvenil no Distrito Federal ou em situação de risco social de tornarem-se criminosos, a partir de uma releitura artística de seu potencial a fim de resgatar, recuperar e redirecionar positivamente esses jovens na sociedade por meio da inserção ocupacional.

Para autenticar o seu pioneirismo, o Programa recebeu o prêmio “Diploma Mérito Pela Valorização da Vida”, instituído pela Secretaria Nacional Antidrogas da Presidência da República, pelos relevantes serviços prestados ao combate ao tráfico de entorpecentes no país, além do reconhecimento pela Secretaria Nacional de Segurança Pública como modelo a ser seguido na implantação de ações de Polícia Comunitária.


Fonte: http://www.ssp.df.gov.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=4682/

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Pichação: Arte ou Crime?

JP.gyn
Sou absolutamente contra a pichação!
Os males causados por ela vão desde a descaracterização de um local tanto público quanto privado causando enorme poluição visual, como também o acirramento de gangues e a criação de brigas e frequentes rivalidades que ameaçam a população em geral.
O grafitte é diferente, pois não é imposto a ninguem a contra-gosto. Ao meu ver utiliza o estilo urbano para a criação de uma arte interessante quando bem feita.

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Calvin Porto
Nunca ví uma pergunta tão fácil de ser respondida....
Isso tudo é pura poluição visual, crianças grandes que tiveram suas garatujas reprimidas na infância, cresceram é agora querem que suas bobagens sejam vistas de qualquer jeito.
Grafismo até passa, mas está longe de ser arte, e nem precisa estar nas ruas....polui também...
Esse é o meu ponto de vista, concordem ou não !

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Repórter-fotográfico do jornal Folha de S. Paulo
Faz tempo que comecei a prestar atenção às pichações que dominam os muros da cidade.Passei a reparar nas letras, a tentar decifrar cada palavra e mensagem como se fosse um quebra-cabeça. Aos poucos, aquilo que parecia caótico começou a fazer sentido para mim. Percebi que aquilo não era tão feio como alardeavam. Na verdade, a suposta feiúra da pichação até combinava com a paisagem acinzentada de São Paulo. O estilo das letras, a forma, o jeito com que elas são escritas são lindos. Adoro ver no alto dos prédios aquelas pichações enormes, com letras enfumaçadas. Tento imaginar quem fez, como fez e o que passou pela cabeça dele enquanto fazia.
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Olívia Niemeyer
Nunca vamos conseguir resolver a oposição arte/não-arte. Não podemos dispensá-la nem aceitá-la como ponto pacífico, como verdade absoluta, sem discutir seus limites de todas as formas que soubermos.
Herdamos dos gregos a possibilidade de organizar nosso pensamento a partir de oposições, confiamos na possibilidade de estabelecer limites bem demarcados entre dois termos opostos e de considerar que um dos termos é inferior, ou secundário, ou complementar do outro. Segundo Jacques Derrida, pensamos a partir de dicotomias hierarquizadas. E isso é válido também para a questão artística.

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E você, o que pensa sobre o assunto?
Dê sua opinião!

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Fontes:

http://www.skyscrapercity.com/archive/index.php/t-994143.html

http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125680.shtml

http://antropoantro.blogspot.com/2008/07/pichao-arte-ou-vandalismo.html

Filme PIXO

Trailer do filme que mostra o impacto da pichação em São Paulo.
O documentário mostra a realidade dos pichadores, acompanha algumas ações, os conflitos com a polícia e mostra um outro olhar sobre algumas intervenções já muito exploradas pela mídia, além de deixar a questão: Pixar é arte ou crime?
Direção de João Wainer e Roberto T. Oliveira © Sindicato Paralelo/Prodigo



Fonte:
http://www.youtube.com/watch?v=TtlRZdLGi3I

Pichação discutida por acadêmico

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

História da Pichação

A pichação é uma prática que interfere no espaço, muitas vezes desagradando os que são alvos de comentários, donos de paredes brancas, muros de estabelecimentos etc.
A pichação subverte valores, é espontânea, efêmera e gratuita. Prática que tem como sua base as letras e formas diferentes que podem significar : protestos políticos, xingamentos aos que irão ler o que está no muro, protesto de gangs, simples vontade de sujar o espaço alheio entre outras coisas.
Mas uma pergunta que muitas pessoas se fazem é de onde vem tudo isso? Quem foi o precursor desta prática?

Sabe-se que a pichação podia ser vista em paredes das antigas civilizações, portanto esta não é uma atividade contemporânea. Até na Idade Média, na época em que a inquisição queimava as bruxas cobrindo-as de piche, os padres pichavam as paredes dos conventos que eram rivais, ajudando a expor suas ideologias e criticar doutrinas contrárias, governantes, ditadores e todo tipo de gente a quem se queria difamar.

A prática teve uma grande evolução após a Segunda Guerra Mundial, quando começou a produção de materiais em aerosol, assim tintas spray podiam deixar tudo mais rápido e fácil para quem costumava pichar. Durante a revolta estudantil de Paris,
os gritos de liberdade dos estudantes eram também passados para os muros com os sprays, garantindo que as pessoas lessem e pensassem sobre as propostas dos revolucionários.

No Brasil, pichações como as de um vendedor de cães que escrevia nos muros: Cão fila km 22, são lembradas até hoje. Como esta prática era considerada subversiva e proibida, geralmente era praticada a noite, mas com o passar do tempo, começou a perder seu antigo propósito político e revolucionário, e começou a ser praticada por grupos que já não queriam protestar contra os governos e ideologias, mas sim era usada para declarar amor, fazer piadas ou simplesmente registrar o nome dos autores, o que se aproxima mais das pichações de hoje.

O artista multimídia e grafiteiro Hudinilson Júnior contou que certa vez estava escrevendo em um muro como de costume a frase“ah ah BEIJE-ME.” Então surge uma garota, lhe dá um beijo e diz : sempre me senti curiosa a respeito de quem escrevia isso por toda a cidade.

A pichação durante os anos da ditadura militar, quase não era vista na cidade de São Paulo, era totalmente intolerada, pois não existia nenhuma liberdade de expressão, assim aconteceu na Alemanha, no muro de Berlim, seu lado oriental era limpo e de pintura intacta, já o outro lado possuía uma série de pichações. Que com a demolição do muro tiveram espaço perante toda a imprensa mundial, significando a própria liberdade de expressão.


Fonte: http://intra.vila.com.br/sites_2002a/urbana/grapixo/histpixo.html